A chuva também traz beleza...

Essas chuvas de agora, início de abril, deixaram um rastro de destruição pela cidade.

Aqui no Campus, não tivemos maiores danos a não ser duas árvores pequenas que caíram, devido aos ventos.

Mas uma coisa acontece sempre que temos essas chuvas torrenciais: como o solo não consegue absorver toda a água, ela começa a correr pelo chão, formando um rio.

Esse rio, ao passar pelo lago, encontra uma derivação que leva água para o seu interior, renovando-a.

A água fica transparente, muito linda. Dá para ver os cágados nadando, buscando alimento entre as folhas depositadas no fundo. Os patos tomando banho, uma beleza.

E, se há uma coisa da qual sentimos muita falta, é água corrente permanente. Água corrente tem tudo a ver com um ambiente de natureza. O movimento, o barulho, a vida que ali se instala...

Mas, já que não podemos ter tudo, pelo menos ficam as fotos para não esquecermos...

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Prestando socorro... Olha essa!

Aqui sempre acontecem coisas inusitadas, mas essa foi demais!

Fazendo a manutenção do circuito de arborismo para uma festa de aniversário, nos deparamos numa das bases, lá no alto, com...

a) uma perereca
b) um tucano
c) uma formiga
d) um ouriço caixeiro (porco espinho)
e) uma cobra cipó

Se você achou que foi a letra 'e', ACERTOU!!!

Sim, uma cobra cipó, de mais de 1 metro de comprimento, linda, mas ferida, provavelmente atacada por um lagarto teiú.

A cobra cipó é, na verdade, uma serpente, não é peçonhenta, ou seja, não injeta veneno nas presas que captura, se alimenta de sapinhos, pássaros, 'anda' tanto pelo chão quanto pelas árvores, tem uma coloração verde muito bonita, com o ventre amarelado. Uma característica interessante: a sua pele apresenta uma elevação bem rígida na parte superior, na altura da coluna cervical, ao longo de quase todo o seu comprimento.

Voltando à cobra (serpente!), ela apresentava uma ferida bem extensa, de aproximadamente uns 5cm por 2cm, apenas na parte externa, sem atingir a parte muscular. Inclusive, já havia a presença de umas poucas larvinhas...

Depois de uma verdadeira batalha, conseguimos imobilizá-la e iniciamos o tratamento, retirando a pele necrosada, as larvinhas e fazendo uma lavagem no local com água oxigenada. Em seguida, passamos uma pomada específica para facilitar a cicatrização e fechamos tudo com gaze. E não é que ela se comportou direitinho depois disso tudo?

Agora, inicia-se a rotina de acompanhamento, com novas limpezas do ferimento e substituição do curativo, enquanto aguardamos a sua completa recuperação para devolvê-la ao mesmo lugar onde a encontramos.

Mais notícias aqui mesmo, certo? Aguarde!

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Um novo visitante!!!

Uma coisa linda... Nunca, em mais de 12 anos, vimos um exemplar do macaco-de-cheiro aqui no Campus.

Muito calmo, sozinho, acompanhado por alguns sagüis mas sem se importar com eles, fomos presenteados com 3 dias de sua visita.

Aparentemente manso, chegou a pegar bananas em nossas mãos.

Apenas uma coisa o deixou um pouco mais "nervoso": quando ele e um bando de macacos prego, mesmo ao longe, se viram. Ninguém atacou ou "rosnou" para ninguém, mas no dia seguinte ele já não mais apareceu.
Esperamos que volte!

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Quem diria, e a essa hora...

Aqui no Campus, somos presenteados a toda hora com as mais diversas curiosidades.
Insetos estranhíssimos, sons intrigantes, cheiros sem igual, mas algumas coisas realmente nos surpreendem, já que não são tão comuns.
A última delas foi a de duas... pacas! Isso mesmo, duas pacas. E adivinha onde?

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E agora, mais essa!

Se já não bastasse o miquinho que encontramos na mata (ver matéria abaixo Micos 2), agora foi a vez de um filhote de esquilo! Sim, incrível, esquilo!
Após esses dias de chuvas, ele estava na árvore ao lado do parquinho, bem próximo ao chão. Quando nos aproximamos, ele não se mexia muito e foi fácil pegá-lo, apesar de uns gritos e ´rosnados´.

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Será que agora elas nascem (2)?

Outro dia, uma tartaruga (na verdade, jabuti) começou a colocar ovos bem à tardinha.
Estranho, pois sempre tinhamos visto isso ocorrer em dia claro.
Voltamos para pegar a máquina fotográfica e, como até para botar ovo a tartaruga (jabuti!) é lenta, fizemos essa foto, do ovo que havíamos visto saindo.
Voltando mais tarde, havia 4 ovos: 2 dentro do buraco, ainda aberto, e 2 fora.
Como aqui à noite há muitos gambás, que adoram ovos, decidimos guardá-los num local mais garantido (uma caixa de sorvete), enterrados em areia e colocados num local que pega a luz do Sol de forma semelhante ao local da postura.
Vamos ver no que vai dar...

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Jacaré ou lagarto?

Lagarto, é claro, mas é grande como um (pequeno) jacaré.
Esse foi pego dentro do galinheiro e é o responsável pela falta de pintinhos aqui. Na verdade é um deles, pois o outro ainda se encontra dentro da área das galinhas, num buraco sob uma pedra enorme. Mas acabaremos pegando ele também.
Os lagartos adoram ovos, que realmente são bastante nutritivos - nós sabemos disso, e fazem a festa. Nesses dias mais quentes, eles saem da toca à procura de alimento e já são fregueses das nossas galinhas. Mas assim não dá!
Então, c
omo no dia seguinte estava para acontecer a Festa da Primavera, deixamos o lagarto preso para as crianças (e os adultos) verem. Foi um sucesso, com muita criança espantada (e adulto também!).
Após a festa, o lagarto foi solto na mata, desta vez do lado de fora do galinheiro.

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Será que agora elas nascem?

Sim, é isso mesmo! Deu a louca nas tartarugas (jabutis). Duas fêmeas colocaram ovos bem pertinho da gente. Deu para vermos todo o processo. É impressionante! Uma tremenda dificuldade para cavar o buraco, sem enxergar! E é fundo! Engraçado é quando a tartaruga (jabuti!) vê alguém se aproximando. Ela fica paradinha, como se desse para esconder... Vejam as fotos e vamos torcer para que vinguem. Daremos notícias em alguns meses. Aguardem!

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E mais patinhos...

Dos três patinhos nascidos anteriormente (ver matéria abaixo), infelizmente dois deles desapareceram, durante o dia. Certamente foram predados ou pelos gaviões que rondam nosso céu, por um gato vira-lata que às vezes aparece por aqui ou, o que parece mais certo mas não há testemunha ocular, pelos macacos prego. Os dois patinhos desapareceram quando eles estavam sobre o lago, aprontando, como sempre. Mas, em contrapartida, outra pata nos presenteou com nada mais nada menos que 10 patinhos. Esses, todo dia, são recolhidos à noite e devidamente protegidos. Durante o dia, várias vezes são observados e contados. E estamos de olho nos macacos prego!

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E mais essa!

Aqui no Campus acontecem coisas muito interessantes. Dentre elas, as ´visitas´ que recebemos dos animais do local. Lagartos que comem os ovos das galinhas e das patas, macacos-prego que sujam todo o Campus com galhos podres das árvores quebrados em busca de lagartas e outras ´iguarias´, raposas (essas muito raramente) entre outros mais comuns. A última visita foi a de dois filhotes de tatu. Muito mansinhos e medrosos, foram pegos num passeio noturno, enquanto buscavam alimento. Você sabia que eles adoram uma refeição de cupins ou mesmo umas baratinhas do mato? Eca!!! Tão logo registramos a visita, tratamos de soltá-los.

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Mais patinhos!!!

Das quatro patas que temos aqui no Campus, de uma nasceram três lindos patinhos, que já estão fazendo os visitantes vibrarem. Com apenas três dias de nascidos, já nadam com desenvoltura. As outras três ainda estão chocando ovos (uma delas de galinha, também). Vai ser uma loucura!!!

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Composteira

Estamos produzindo composto orgânico com restos vegetais de poda, folhas secas e restos de alimentos trazidos por alunos que visitam regularmente o Campus. A cada período de 60 a 90 dias colhemos o composto e o utilizamos na horta orgânica. As plantas agradecem!

 

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Micos 1

Temos recebido, diariamente, a visita de uma simpática família de micos, à procura de frutas silvestres, ovos de pássaros e pequenos insetos encontrados na exuberante natureza que nos cerca. Sempre muito alertas mas igualmente curiosos, não resistem a uma banana. Aqueles mais destemidos (ou mais famintos) chegam a comê-las em nossas mãos. Entretanto, logo que se satisfazem, retornam à mata, em busca de sossego e proteção.



Micos 2


Num passeio pelo bosque, em junho, fomos surpreendidos por uma cena incrível: um filhotinho de mico caído na mata, vivo, mas gelado, quase sem se mexer, agarrado a folhas no chão.

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Acredite se quiser!

Uma pata, incomodada com as insistentes investidas do pato, mudou-se para a área das galinhas. Não esquecida de suas ´responsabilidades´ genéticas, adotou um ninho com quatro ovos de uma galinha relapsa e chocou esses ovos. Pois bem, depois de algumas semanas aí estão quatro lindos pintinhos e a pata, formando uma bela família. Quanto à alimentação, sem problema. Já quanto à ´fala´ (piu piu x quack, quack)... Estaremos observando!

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Olha só essa!

O salão do Campus é, além de salão para recepcionar os visitantes e espaço para trabalhos, um local ideal para abrigar ninhos de passarinhos. E isso ocorre já há bastante tempo. Acreditamos até que outras gerações, descendentes de uma mesma família, têm retornado à procura desse abrigo e de sua segurança. Chegamos a ter, num mesmo momento, dois ninhos com crias.

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